sábado, 23 de janeiro de 2010

D N A.





Muito se tem falado da necessidade do Ser Humano aprimorar a sua consciência de que ele e o meio ambiente são unos, “filhos do mesmo céu” filhos das estrelas.
A ciência acaba de revelar que o DNA contido no organismo vivo, sendo retirado desse corpo através da urina, fezes, sangue, semem, cabelo, unha órgãos, saliva, suor, etc. permanece em comunicação direta e constante com a usina geradora que é o corpo no qual ele foi concebido.
Medições foram feitas para se poder saber a que distância essa comunicação consegue se manter e para nossa surpresa, a última medição chegou aos oitenta quilômetros. Não é admirável saber disso? Um pedaço de nós que é apartada do nosso corpo, permanece se comunicando conosco num raio de 80 Km.

Fantástico!

Diante de tal prova cientifica, o que mais falta para o Ser Humano, dito inteligente, racional, civilizado, chegar à conclusão de que ele, as árvores, o ar, as pedras, as águas, o fogo o Planeta Terra, o Universo enfim são UNOS?

Eis, mais uma comprovação da Lei do Kharma, pois se espalhamos pra todos os cantos, fragmentos de nós que permanecem como sendo nós mesmos, quer no corpo da mulher amada através das inter relações afetivas, quer quando expelimos os nossos dejetos e assim por diante, tudo vira uma mesma massa, o mesmo caldo da vida maior.
Ser irmão das pedras, dos mares, das florestas e dos bichos, não é uma imagem poética, e sim, um fato incontestável!



Sérgio de Carvalho e Camargo

A ULTIMA MEDIDA DE ARROZ.




Marido:
- Amo tanto a fulana (sua mulher), tanto, que eu até a perdôo por não saber cozinhar, não ser tão gostosa na cama e não saber dançar. Ah! Como eu gostaria que ela cozinhasse como a mamãe!

Esposa:
- Amo tanto o fulano (seu marido) tanto, que não meço esforços para fazê-lo a cada dia mais feliz! Ah! Como é bom amar e me sentir tão amada como eu me sinto!

Tempos depois.

Marido:
- Ainda amo minha mulher! Não tanto quanto amei no passado, até porque, cicrana (sua amante) tem preenchido, satisfatoriamente todas as lacunas deixadas pela fulana. (sua mulher)

Esposa:
- É, os tempos estão difíceis! Meu amor por fulano (seu marido) ainda é imenso, tão grande que eu até sinto pena dele por ter que trabalhar tanto, chegar em casa exausto ou nem me procurar mais na intimidade como fazia antes. Trabalha, trabalha, trabalha e mesmo assim, o que ele ganha mal dá para cobrir as despesas da casa.
- Já sei! Vou ajudá-lo! – Estou certa de que se eu passar a costurar pra fora, poderei
ganhar um bom dinheiro que vai ser suficiente para que eu cubra, pelo menos, os meus gastos.

E assim ela fez!

Certo dia, em meio a correria da sua dupla jornada de trabalho, fulana descuidou-se e deixou o arroz queimar.
- Droga! Disse ela. – O que é que vou fazer, agora? – Essa é a ultima medida de arroz que temos e fulano não pode ficar sem jantar!

Ela dá tratos à bola e decide:

- Vou salvar esse arroz que está por cima. Quem sabe não dá para servir o jantar sem que ele perceba?
À noite, quando fulano chegou, logo notou um ar de desapontamento no semblante da sua mulher.
Imediatamente ele pena:
- Caramba! Será que ela descobriu a minha ligação com a cicrana?

Esposa:

- Ai! Que Deus me ajude e faça com que ele nada perceba.
Então quando ambos estavam à mesa do jantar ele diz:
- Meu bem, o que aconteceu? A mamãe esteve aqui e você não me falou nada?
Esposa:
- Sua mãe?
- Não ela não esteve aqui!
Marido:
Marido:
- Querida, o jantar está esplendido, muito gostoso mesmo. Tanto que eu até pensei que a minha mãe tinha vindo para preparar o jantar para nós.
Esposa:
- Você está falando sério?
Marido
- Claro que eu estou! Sabe, em todos esses anos de casados, jamais comi um arroz tão saboroso. Igualzinho ao que a mamãe sempre faz!

Moral da história:

Nem sempre aquilo que oferecemos de melhor para o outro é algo que ele aprecie, verdadeiramente. E mais, algumas vezes, somos apunhalados pelas costas, justamente, por alguém para o qual nos dedicamos com tanto afinco.

É,a VIDA tem dessas coisas!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

VIOLÃO NO CANTO.


VIOLÃO NO CANTO

Psssiiiuuuu!
- Sérgio? Será que já não basta de tanto me deixar em silêncio nesse canto? - Toma-me em tuas mãos e, canta. - Isso mesmo, canta, espanta todos os teus males, canta?

"A VIOLA O VIOLEIRO E A CANÇÃO SE TOCAM!"

"Foi assim, como ver o mar, a primeira vez que meus olhos se viram no seu olhar..."

"Sê uma noite eu estivesse ao clarão do luar, cantando e aos compassos do meu violão te acordar...Cantar, quase sempre me faz recordar, sem querer. Um beijo, um sorriso ou uma outra ventura qualquer. Cantando ao compasso do meu violão é que mando, depressa, ir-se embora, saudade que mora no meu coração."

"The Long And Wainding Road, thare is, to..."

"Have I Told You Lately That I Love You..."(emoção, engasgo, choro).

- Não, não para. Nunca interrompa um canto, por influência dum pranto. Bom cantor tem que aprender a engolir o pranto e chorar só por dentro sem que ninguém perceba. Lembre-se de que alguém sempre te ouve ao longe e poderá despencar do encanto, se interrompido se fizer o seu canto.

"Nunca mais você ouviu falar de mim. Mas, eu continuei a ter você. Em toda essa saudades que ficou. Tanto tempo já passou, só eu não te esqueci. Quantas vezes eu pensei, voltar e, dizer que meu amor nada mudou. Mas, o meu silêncio foi maior e na distância morro todo dia sem você saber."

"Só eu sei, as esquinas onde passei. Só eu sei,. Só eu sei. Sabe lá, o que é morrer de sede em frente ao mar? Sabe lá? Sabe lá?...

Novo pranto.

Sede, vê se cede ao menos um pouco. Seco de sede, morro, portanto! Mas, sei que não se pode sorver água do mar para matar a sede. No máximo banhar-me, pescar meu sustento, o que tenho feito. Só que nunca, jamais se poderá beber dessas águas tão volumosas, verdes, azuis, turvas ou límpidas, ainda assim, águas de mar.

Morro de sede na praia sem fim. Mar adiante de mim. Oceano rico, fertil, caudaloso!

- Parta em busca das águas potáveis, apressa-te! Vá ao encontro d'algum rio, lago ou fonte. Que seja um só pote.

- Não posso! Tais mananciáis estão todos poluídos, impróprios para o consumo humano!
- Compra, mata a tua sede e, torne ao canto!
- Comprar água de beber, violão?
- Sim! Sei de muitos que o fazem. Chega a ser uma prática comum e muito antiga.
- Lamento! - Não sei fazer isso! - Toda a água que bebi até hoje, eram provenientes dos mananciais limpidos tais como rios, cachoeiras, lagos e nascentes naturais. Nunca de balcões de comércio, nunca.
- Então beba da tua própria lágrima e canta. Quero acompanhar-te nesse novo canto.

"Quando eu soltar a minha voz, por favor entenda. Que palavra por palavra, eis aqui uma pessoa se entregando...Quando eu soltar a minha voz, por favor entenda. É apenas o meu jeito de viver o que é amar."

"Planeta água, TERRA"
"Solidão de manhã. Poeira tomando assento, rajada de vento. Sons de assombração. Ilusão. Sangrando toda a palavra sâ."

Pac!
Rompe-se do violão uma de suas cordas.
A viola, o violeiro e a canção se apartam.
Todos partem.
O violão torna ao canto solitário.
A canção emudecida, fica.
E eu, só faço ouvir um novo som...

SILÊNCIO

VIOLÃO NO CANTO é recheado de confissões, alegorias e desabafos tão intensos que cheguei a ter receio de publicá-lo.

Palavra de Honra!

No entanto, como conheço a minha VAA e sei de todos os seus ditames ou regras, deixei de lado o meu receio e PIMBA, mandei brasa!

Ah! mas vocês não podem ver o amigo de vocês tão descomposto não é?

Numa sequência infidável, como SEREIAS que brotam das águas oceânicas para espalhar os seus encantamentos, em fila indiana, uma a uma, emprestou o seu próprio corpo para vestir-me, novamente.

Nenhuma de vocês pode imaginar o quanto me senti acolhido, protegido, amparado e revestido num manto de afeto que só mesmo alguém que SABE O AMOR na intesidade que percebo vir de vocês, pode viver, sentir, tocar.

Já chorei muitas vezes diante da tela do computador.
Chorava e engolia o choro pra cantar,
De repente uma nova postagem, novo pranto e uma vez mais dizia a mim mesmo:

- Não é hora de chorar, cante.

E assim fora feito infindaveis vezes.
Agora, ao sentir o sabor do amanhecer do dia novo, não é minha LIGIA? Reuno condições para, sem adiamento algum, render a cada uma de vocês a minha retribuição ao débitos da minha imensa GRATIDÃO.

Trago em meu corpo o confortavel amainar das minhas dores provocado pelos tantos curativos que me foram feitos.
CALOR HUMANO, AMIZADE FRANCA E SINCERA, AMOR..,me conforta agora.


QUANTAS?

Quantas mulheres terei que viver?
Quantas vontades terei que sofrer?
Quantas canções terei que perder?
Quantas lições terei que sorver?
Quantos amores terei que beber,
até que um golpe de felicidade resolva fazer morada em meu ínterior,
numa permanância mais demorada?

QUANTAS...


Delta do Amazonas

"Quantos caminhos terei que percorrer
Quantas escolhas terei que fazer
Quantas lágrimas terei que esconder
Quantos afetos terei que enaltecer
E quantas vidas terei que em mim tecer

até que o amor, aquele amor, venha morar dentro de mim...
talvez por um dia, talvez pra sempre..."

Thais, Olhos de Céu.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010


ATO DE AMOR COMPARTILHADO

Durante o tempo que durou, era notória a sensação de êxtase pleno. Estaria eu, adormecido? Vivia mais um dos meus devaneios?
Sei lá!
O que vale evidenciar são as delícias que experimentamos, nós dois!
Estava diante de mim, linda, apaixonada a exalar fragrâncias, que de tão agradáveis, se comparavam a flores raras, exóticas, dessas que inebriam abelhas polinizadoras. Semelhante foi minha atitude, quando excitado, decidi tocá-la com meiga paciência, doce ternura, farta delicadeza, por me parecer que este era o modo correto, ideal do tocar algo tão delicado, encantador e frágil. Noto, por conseguinte que a minha flor mística (minha amada) reage em aceitação plena, em face de minha investida. A cada instante, maior afinação, entendimento, ampla harmonia em vibração melódica, sons duma freqüência altíssima, imperceptível aos ouvidos, mas facilmente audível ao cérebro de dois que se amam e que fazem do desejo, um instrumento a mais...Selo das nossas convicções mais íntimas, compartilhar de prazer da carne, formas, cheiros, movimentos, febre e fome. Confraternização de espíritos entusiasmados, simpáticos, irmanados em amor trazidos à presença de ambos e de um para o outro.
Não havia pressa! Não havia egoísmo! Ausência de agressividade, atropelos, equívocos, brutalidade. Trégua ao misantropo, posto que agora, somos dois!
Em meio ao bailado das tantas carícias infindáveis, minha flor produz seu néctar numa quantidade admirável, ato da mais pura generosidade. Quer retribuir à altura todo o bem-estar que vivencia. E, vou eu a sorvê-lo mais e mais, por avidez minha, veneração delirante.
Todo o resto tem que esperar!
Ninguém vai ao cume de uma montanha elevada sem escalar
suas encostas com o devido cuidado, respeito e sensibilidade. Não há louros para aqueles que “ficam o seu mastro” seja no topo ou a meio caminho, descendo de pára-quedas ou semeando a destruição impudica, afobada, selvagem durante a sua escalada. O cume da montanha é conquista sagrado! O corpo de uma mulher não é desprovido da sua essência enquanto ser pensante. Há nele uma pessoa, um indivíduo. Não os podemos saquear! Ser desastrado na sua investida o torna inapto para as outras tentativas. Não à toa essa sabatina tem reprovado tantos homens.
Pois bem! Em meio a tantos bocados, envolto em tantas delícias, juntos, felizes fizemos o nosso advento. Que viagem fantástica!
Pausa para um merecido descanso!

FOI ASSIM!


Sérgio de Carvalho e Camargo

ANTI-HOMEM


Nada que é extremo presta!

Durante séculos a humanidade vem sendo conduzida sob a suposta liderança dos homens. Suposta porque, nenhum homem jamais caminhou sozinho, nem mesmo os que detêm o poder, sejam eles imperadores, reis, ditadores fanáticos, governantes, magistrados etc.
A figura de peso da mulher, nunca deixou de ali estar, marcando presença o tempo todo.
De uns tempos até esta parte, nota-se a passagem de bastão das mãos dos homens, para as mãos das mulheres, de uma maneira paulatina, progressiva e irreversível.

Muito bem!

Tal sucessão, a meu ver, deve se dar com a ordem e a serenidade características dum processo gradual de rearranjo evolutivo natural, sem que para isso, as mulheres venham a vestir a velha farda enjeitada pelos homens, nem empunhar as armas obsoletas depostas por eles.
Que todos os erros e enganos cometidos pelos homens sejam banidos definitivamente, em benefício de uma nova ordem social universal, humanitária, racional, amistosa e lúcida.
Cada vez que a mulher age com rancor, sentimento de vingança ou de "forra", o resultado alcançado, na certa, será desastroso! Sem harmonia, sem aliança, sem crescimento coletivo.
Olhemos para o céu em noite estrelada e notemos que astros de toda a magnitude formam uma comunidade em franco equilíbrio, interação e grandeza. Planetas não repelem Satélites. Cometas e Asteróides, nunca são tratados como vilões de importância menor.

Assim deve ser a convivência entre homens e mulheres: Interação plena, composição equacionada.

MÃOS DADAS!

Sem arrogância presunçosa de uma pseudo superioridade de qualquer uma das partes. Sem agrupamentos discriminatórios e hostis de nenhuma espécie.

Estarei eu, equivocado outra vez?

Sérgio de Carvalho e Camargo