Imagens que falam por si só.
domingo, 28 de março de 2010
quarta-feira, 17 de março de 2010
SEGREDOS DA DANÇA.

Como eu já declarei em outras ocasiões, muitas vezes as pessoas me vêem como se fosse um “ET”, justamente por causa de alguns modos meus.
Por ser acanhado, tímido eu não consigo dançar qualquer música, nem tirar qualquer dama. Imagino que não seja um “arroz de festa”.
Admiro muitos dos meus parentes que dançam todo tipo de música. Basta tocar e eles já saem dançando.
Fico bobo de ver os torcedores no estádio de futebol que pulam e gritam o tempo inteiro.
Me espanto com os foliões que nas ruas ou nos bailes de Carnaval, brincam, pulam, dançam sem parar.
Eu não faço nada disso! Não sou assim!
Para mim dançar é um momento mágico de prazer, onde uma bela canção, uma dama com a qual nos afinamos mesmo sendo só uma amiga, tem que estar conjugados, harmônicos.
Há quem diga que a dança é um tipo de relação sexual.
Interessante. Uma cunhada minha, apreciadora da boa dança, acostumada a freqüentar bailes desde a sua mocidade, tinha nessa época o seu par predileto, justamente porque ele era um rapaz bem vestido, cheiroso e ótimo dançarino.
O seu namorado, no entanto, meu irmão mais velho, sempre foi um péssimo par na dança, mas, foi com ele que ela se casou, fizeram Bodas de Ouro. Não é incrível?
Outra coisa: Os russos afirmam que o bom par na dança é aquele que sabe dançar tanto para frente, quanto para trás. Dançar bem, segundo eles, não é só sacudir o corpo, muitas vezes, até fora do ritmo da musica. É necessário envolver-se, sentir leveza e satisfação.
Tudo que estiver na contramão dessas regras não poderá ser considerada boa dança.
Quando casado eu tinha muita dificuldade de dançar com a minha mulher, e olha que ela dançava muito bem com outros pares ou sozinha, mas comigo, sempre tentava adivinhar o próximo passo e isso para um cavalheiro é o caos. Nós precisamos ter nos braços uma dama solta que aceita passivamente, ir pra onde nós a conduzimos. Sem adivinhações, corpo duro ou pisada no pé.
Não é tão difícil assim!
Bem, mas essa é só a minha opinião.
segunda-feira, 15 de março de 2010
O AMOR REAL

O amor real não existe quando duas pessoas estão grudadas, somente poderá ser estabelecido entre duas fortes pessoas que estão seguras de sua individualidade. Caso queira um verdadeiro amor, é fundamental desenvolver uma forte auto-identidade em primeiro lugar. O amor verdadeiro não está no ato de fingirmos ser o que na verdade não somos. O amor ideal é somente criado entre duas pessoas sinceras, maduras e independentes."
DAISAKU IKEDA
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
BOLERO SEM PAR, NÃO DANÇA.

Um bolero, uma bela canção, noite alta...
Aquela dama dentro do vestido longo, elegante sobre o salto alto, parece querer dançar, mas, ninguém a tirou, ainda.
Estariam os cavalheiros dessa festa acanhados, retraídos diante de tanta beleza?
Há inconveniente em ser tão cativante, bela e sedutora, ou será que o seu par ideal, não está ali, não veio?
Que mal pode haver num convite para dançar?
Fim da canção e nada acontece. Outras tantas, principiam e findam sem que nada aconteça. Nada engloba tão amplo significado que faz esbarrar na impressão de que, nada, também é algo acontecendo:
Meu notar!
Há uma linda dama bem ali, enfeitando e perfumando o salão inteiro, mas, que está afugentando os cavalheiros que não ousam aproximarem-se dela.
Medo?
O que tememos, inclusive, eu?
Por qual motivo tantas canções convidativas já aconteceram e a mais bela dama da festa, mesmo estando sozinha, ainda não dançou uma única vez?
Ninguém teve coragem o suficiente.
Ninguém, nem mesmo eu!
Fim do baile!
Quantos bailes iguais a esse a vida já nos ofereceu e nós ficamos, apenas, na vontade de dançar porque nos faltou coragem, iniciativa, olhar o outro como igual?
Como homem, critico homens que dançam com o dominó, com o baralho, como o futebol com a academia para ficar "bombado", com o balcão, cerveja, pinga, etc. vida desperdiçada.
Culto da sua barriga enorme, que a ela chamam de: "calo sexual"
Que horror!
Tempo precioso atirado ao boeiro, desperdiço de oportunidade. Talvez, o germe de um novo amor, consumido para nunca mais voltar.
Mas, as mulheres (lindas damas dentro do seu longo vestido, em cima do salto alto) olham de cima para baixo, como superiores, como inatingíveis fazendo com que, nem o seu cheiro bom, nem a sua beleza arrebatante, sejam suficientes para enfeitiçar, seduzir e conquistar o seu par.
Então, nada acontece!
Delta do Amazonas.
EIXO, IMPRESSÕES DE MIM MESMO.

Quem foi que eu deixei nas memórias de quem tanto me amou?
Não sou eu!
Aquele é um arremedo de mim!
Eu não sou passado. Sou o agora!
Quem está lá, pouco de mim possui.
Não sou eu. Sei que não sou!
Eu sou presente!
Outro, tão diferente daquele que lá, repousa, dista de mim, apartado...
Antes, não era você comigo. Quem eu imaginei que tinha, era mera promessa, certeza do ir embora.
Um sonho fugaz.
Passou!
Antes, me desfazia em lágrimas do desencanto.
Hoje, trago meu peito em júbilo constatado.
Presente.
Quem está lá, nas lembranças de quem tanto me amou?
Não sou eu! Porque sei que sou aqui, agora e não lá.
Quem tanto me amou, um dia, amou uma fantasia mutante por querer ser realidade, essência do eu de agora, tão diferente!
Daquele, quão pouco restou.
Poeira, quase, nada e nada é inconsistente, não palpável, assim como é meu sonho maior, liberdade.
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