terça-feira, 17 de agosto de 2010

CRISTINA MELO



Agora sua vida, fundiu-se com a do UNIVERSO.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

TEU AMOR.





Tu te ergues à leste da minha vida pondo um fim, definitivo, nas noites que se estendiam no espaço em demasia.
Tu és o clarão da Alvorada, manhã de LUZ, beleza, canto melodioso suave por tudo que já representa,

Teu amor.

Quão forte é o novo modo da tua escrita, na forma e no conteúdo.
Arrancas dos confins de ti a nova MULHER dos múltiplos atributos e dos tantos encantos.
Livre, apaixonada, solta...
Identificando-te com tua essência que, por todo tempo, aí sempre esteve.
Salta aos olhos de quem quiser ver, que és radiante, feliz e entusiasmada.
Vá, pois então, amor meu!
Inspirada, saltitante e muito mais linda em busca daquilo que a ti fora reservado pelos sábios do Alto.
Quinhões generosos, perfeitos!
Tua vez de em bem-aventurada conquista, viver.

Eu?

Com olhos reluzentes de tanto me maravilhar, dou de frente para o leste e lá, vejo a ti.
Renascendo em LUZ, mágica energia.
Clarão que me aquece, me ilumina e acolhe.

TEU AMOR

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

LENÇO VELHO

Um lenço velho transformado em estandarte de afeto e carinho.

Chovia muito no entardecer daquele dia. Era o final de um encontro entre amigos.
Aniversário de uma Fada.
Uma carona me fora oferecida até uma estação de metro que me pusesse de volta para a minha Osasco.
Eu, sem titubear, aceitei de bom grado.
Éramos três dentro do veículo. Duas amadas amigas uma delas ao volante, sentia dificuldades para enxergar o caminho, pois os vidros do carro estavam completamente embaçados.
Então, eu tive uma ideia para solucionar aquele inconveniente.
Pedi um cigarro para uma delas já que eu sabia que ambas fumam, pequei o meu velho lenço e colocando o cigarro entre o para brisas e o lenço esfregue-o por toda a extensão da sua superfície.
Deu certo! Sabia que daria!
Agora, tudo estava nítido, muito nítido.
A motorista, muito grata além de surpresa, se ofereceu para lavar o meu lenço e devolvê-lo a mim, somente quando ele estivesse limpo.
Que assim seja feito!
Dias depois, quando nos encontramos noutra ocasião, lá estava o meu lenço limpo, passado e com um delicioso perfume de mulher.
Era o cheiro dela! Cheiro que transformou aquele velho lenço num estandarte de afeto, carinho e amor generoso, delicado e muito bem-vindo.

FOI ASSIM


segunda-feira, 2 de agosto de 2010

J U S T I Ç A

sexta-feira, 30 de julho de 2010

LI, GOSTEI E DOU DE GRAÇA.

A obesidade mental - Andrew Oitke

Por João César das Neves - 26 de Fev 2010



O prof. Andrew Oitke publicou o seu polêmico livro «Mental Obesity», que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral.

Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna.

«Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada. Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.»

Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono. As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas. Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada. Os cozinheiros desta magna "fast food" intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema. Os telejornais e telenovelas são os hamburgeres do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.»

O problema central está na família e na escola.

«Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate. Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas. Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.»

Um dos capítulos mais polêmicos e contundentes da obra, intitulado "Os abutres", afirma:

«O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas. A imprensa deixou, há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.»

O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polêmico e chocante.

«Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.»

Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura.

«O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades. Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy. Todos dizem que a Capela Sistina tem teto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve. Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam porquê. Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto».

As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras. «Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência. A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia. Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo. Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da civilização, como tantos apregoam. É só uma questão de obesidade. O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos. O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos. Precisa sobretudo de dieta mental.»
--
"Eu não me envergonho de corrigir meus erros e mudar as minhas opiniões, porque não me envergonho de raciocinar e aprender" Alexandre Herculano